Acostumados a lidar com a euforia dos fãs por onde passam, os jogadores do Brasil não provocaram tanta empolgação na Estônia, leste europeu, para o amistoso de quarta-feira contra a seleção local. Até a véspera do confronto, apenas 7 mil ingressos foram comercializados, sendo que a capacidade total do estádio A. La Coq Arena é de 12 mil pessoas.
A República da Estônia fica localizada na região báltica e tem um inverno rigoroso. Por isso, os esportes de neve são os mais populares no país. Durante o verão, o basquete ganha mais adeptos, seguido pelo futebol, que evoluiu recentemente.
Os torcedores apontam o preço dos ingressos como um dos principais motivos para a falta de interesse pela partida. O bilhete mais barato custa aproximadamente R$ 130,00 e o mais caro chega a R$ 450,00. Há alguns dias, o valor do mais barato era de cerca de R$ 260,00 e houve uma redução emergencial de 50%, devido à baixa procura.
Atleta da seleção desde 2001 e com duas Copas do Mundo no currículo, Gilberto Silva não lembra quando foi a última que vez que a equipe pentacampeã mundial jogou em um estádio tão modesto. "Para a gente é diferente. Mas isso não diminui em nada a capacidade do outro time e nem a importância do jogo", comentou.
Em 2001, 10.519 pessoas pagaram para assistir ao duelo Brasil x Camarões, no Japão, pela Copa das Confederações. Esse foi o menor público do século nos compromissos da seleção, segundo dados da CBF.
Na porta do hotel em que os astros brasileiros se hospedam, alguns garotos aguardam e até fazem algumas embaixadinhas com a bola que carregam.
"Gosto muito de futebol, e jogo aqui no Ajax Tallinn. Estou aqui para tentar ver os jogadores. Vi eles chegarem ontem [segunda-feira]. O Robinho, o Kaká, o Julio Baptista, o Daniel Alves...", contou o garoto Aytijolm, de 12 anos. Seu principal ídolo é o português Cristiano Ronaldo.
|